Semana do Meio Ambiente, realidade do Brasil.

Por Davi Cerqueira

“A natureza pode suprir todas as necessidades do homem, menos a sua ganância.” (Gandhi)

Hoje, inicia-se a semana do meio ambiente, e esta sempre é comemorada na primeira semana do mês de Junho, com o objetivo de ampliar as discussões de pautas ambientais na sociedade brasileira. 

Esta semana foi criada no Brasil, pelo Decreto nº 86.028, de 27 de maio de 1981, a fim de complementar a celebração ao Dia do Meio Ambiente instituído pela ONU, em 1972. 

Geralmente, nessa semana algumas atividades acontecem, em prol da conscientização sobre a importância da preservação dos ecossistemas. Entres eles estão:

  1. Workshops abertos ao público sobre reciclagem doméstica;
  2. Palestras nas escolas sobre conscientização para o consumo sustentável;
  3. Plantio de mudas de árvores em campos e parques públicos;

Mas não verdade não se tem muito a comemorar porque, a depender do atual governo federal, o nosso meio ambiente nem existiria. Tendo em vista o próprio descaso do representante do Ministério do Meio Ambiente em não comparecer na última reunião do Conselho Nacional da Amazônia Legal Amazônia, ocorrido no dia 26 de maio de 2021, para além dos frequentes ocorridos de desmatamentos, queimadas e exploração de animais.

Segundo o INPE-Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE) vinculado ao Ministério da Ciência e Tecnologia- por meio do sistema DETER, somente em agosto e dezembro de 2020, foram identificados 3.399 mil Km² de desmatamento na Amazônia. O desmatamento ocorrido em 2020 é 55% superior à média de desmatamento dos últimos 10 anos (2009-2019). 

Em 2020, o desmatamento na Amazônia Legal dentro do território indígena teve um aumento de 3,4%, em relação a 2017 que esse número era pouco mais de 1%. 

Segundo o INPE, de 1 de janeiro a 01 de dezembro de 2020 foram registrados 101.292 áreas queimadas, 16% a mais do que o mesmo período do ano passado – em consequência, registra a segunda maior marca da década, menor apenas que em 2010. Em termos de área, foram 76.674 km², 5,8% a mais que a área queimada em todo o ano de 2019.

Também o hábito de querer lidar com animais silvestres reflete na vontade de tê-los em casa. No entanto, esse costume é preocupante pois alimenta o tráfico, essa cadeia chega a mover  R$ 2,5 bilhões por ano no país. Em média, 90% dos bichos capturados acabam morrendo antes de serem vendidos, um dos motivos é o transporte em condições precárias, segundo estimativas da Rede Nacional de Combate ao Tráfico de Animais Silvestres.

Anualmente, são 38 milhões de animais silvestres retirados da natureza no Brasil, 4 milhões de animais são vendidos, 9 de 10 bichos morrem durante o tráfico.

Fonte: Rede Nacional de Combate ao Tráfico de Animais Silvestres 

E por esses e outros motivos, a semana do meio ambiente é de extrema importância, devemos fazer nosso papel e conscientizarmos para a preservação do meio ambiente, todavia, observando a realidade do Brasil.   

Fonte:

Semana do Meio Ambiente | 1 de junho – Calendarr 

Semana do Meio Ambiente 2020 começa hoje: refletir e resistir – greenMe

Em 2020 o Brasil atingiu recordes de desmatamento e queimadas (ecodebate.com.br)

Show de horrores: precisamos falar sobre a exploração de animais – Revista Galileu | Revista (globo.com)

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